sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

« Ela estava de costas virada para ele, estava a chorar e ele perguntou-lhe mais uma vez:
- Tu não me amas ? Tanta coisa que fiz por ti e agora fazes-me isto ? E a pior parte de isto tudo é saber que também sofres da nossa separação.
-Não, estás errado. Eu amo-te, mas tu magoaste-me tanto quando te vi com a outra rapariga, que só me apetecia morrer. E tu nunca lutaste por nada, eu é que fui muito fácil para ti e deixei-te entrar, explorar-me e no final o que aconteceu ? Fiquei assim. Por isso, agora podes ficar com a outra porque eu não te vou desculpar. E se esta decisão for a mais difícil da minha vida, que seja, porque não vou criar uma filha, com um pai que nem sequer está interessado em amar alguém facilmente, como a sua família. Por fim, vai embora para não te magoares ainda mais.
-Mas o que fiz foi errado. Não era minha intenção, estava drogado. Desculpa-me.
-Desculpa, não aceito a misericórdia de pessoas mentirosas, e além disso gostavas dela. Agora afasta-te de mim e da minha filha, não te quero ver mais.
E ele ficou a vê-la a ir embora, sabendo bem que ela tinha sido a mulher mais importante da sua vida. Mas ela, ela tinha razão, ele era um mentiroso, e ao saber que as tinha perdido, fugiu, correu e morreu. Ela iria encontrar alguém melhor que ele, além disso ela sempre conseguira aquilo que queria.»

Amo-te !